O campeão brasileiro de 1978 chegou a ficar três meses sem pagar salários a jogadores, comissão técnica e funcionários, e o presidente Álvaro Negrão renunciou ao cargo na última quarta-feira, através de uma carta
A situação é desesperadora. A equipe está na antepenúltima colocação de seu grupo na Série C, flertando com a zona do rebaixamento para a última divisão nacional. Além disso, os atletas vêm passando dificuldade com a falta de dinheiro, como conta Fumagalli, maior ídolo recente do clube, em entrevista àRádio ESPN e ao ESPN.com.br.
"O pessoal comenta todo dia que o aluguel venceu e está sendo cobrado... Tem jogador que não tem dinheiro nem pra colocar gasolina no carro e vir pro treino...", lamentou o atleta, que soma cinco anos de Guarani em duas passagens - também jogou no Santos, Corinthians, Vasco e Sport na carreira.
Uma das últimas resistências do agonizante time campineiro, Fumagalli explica o que levou o ex-clube de Careca, Zenon, Neto, Evair, Djalminha e Amoroso para o buraco.
"O futebol evoluiu, mas o Guarani parou no tempo. As sucessivas administrações ruins criaram uma dívida muito grande, incontrolável, e isso está se refletindo agora. O clube não tem receita, não consegue se manter. Se você não está nas Séries A ou B, não tem direito de televisão, ainda por cima. A CBF também não ajuda em nada", ressaltou.

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