GIRO POR CURRAIS NOVOS

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Consumo de carne de burro no Rio Grande do Norte causa polêmica

Será discutido hoje (1º) na Câmara dos Deputados a solução para um impasse nas estradas do Rio Grande do Norte: o excesso de jumentos. Porém, uma das ideias para acabar com a grande quantidade desses animais é o consumo de sua carne. A possível solução já está gerando polêmica na câmara e entre defensores dos animais. 
Como os burros ficam abandonados nas zonas rurais, a ideia seria incluir sua carne nas refeições de presídios e escolas estaduais. 
Os asnos que eram um meio de transporte de cargas pesadas, hoje não são mais utilizados e acabam causando acidentes pelas estradas. No ano passado foram apreendidos 1.357 animais de grande porte. E, em 2014, esse número já passa dos 600.
Foto:Agência 'O Globo'
Foto:Agência 'O Globo'
O promotor de justiça Sílvio Brito realizou no mês de março, dois almoços com pratos que levavam a carne de burro como ingrediente. Segundo ele, a intenção foi acabar com os costumes culturais que impedem o uso da carne: "Não existe nenhuma barreira legal que proíba o consumo de carne de jumento, o que existe é uma barreira cultural. Temos um animal que é considerado uma praga, que está completamente abandonado. O que queremos é devolver uma finalidade a ele, mostrando para as pessoas que não existe nenhum impedimento sanitário para o consumo". 
Ele disse que a utilização da carne do animal em serviços públicos é ultrapassada: "Essa questão de incluir nos sistemas públicos foi uma das possibilidades pensadas anteriormente, mas hoje é totalmente descartada. Se a carne de jumento viesse a ser inserida no mercado, teria um valor muito alto, economicamente inviável para estas instituições públicas". 
Para a OAB do estado e organizações ambientais, a forma que os abates são realizados é muito cruel e acreditam que a adoção dos animais para terapias ocupacionais com adultos e crianças seria uma solução mais humana e viável
 informações do jornal 'O Globo'.

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