GIRO POR CURRAIS NOVOS
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Técnicos da Embrapa constatam baixa produção do caju em Lagoa Nova se dá por infestação de doenças fungicas.
Os pesquisadores da Embrapa Levi de Moura Barros e Luiz Augusto Lopes Serrano visitaram algumas áreas produtivas do município, e constataram que alguns motivos da queda de produção no município se devem ao ataque das doenças fúngicas conhecidas como oídio e antracnose. Essas doenças atacam as folhas novas e, principalmente, as panículas de flores. Uma vez que as flores são atacadas, elas caem, não havendo, assim, a produção de frutos.
Por outro lado, os pesquisadores constataram pomares de cajueiro-anão em plena floração, o que mostra o potencial do município em produzir caju. Os cajueiros do tipo comum ou gigante estão velhos e muito atacados com pragas e doenças. A recuperação dessas áreas com cajueiros antigos só poderá ser realizada por meio da substituição de copa (cortar o cajueiro comum e enxertar o cajueiro-anão na brotação que surgir) ou, principalmente, erradicar os cajueiros gigantes e plantar o cajueiro-anão. Plantas de cajueiro-anão enxertadas apresentam potencial de produzir até 1.200 kg de castanhas em um hectare, além de serem fácil de ser manejadas (adubadas, podadas, pulverizadas, etc.). Controlar doenças e pragas em cajueiros gigantes, pelo porte da planta, é muito difícil e antieconômico, logo o plantio de clones de cajueiro-anão seria uma técnica viável para a recuperação produtiva da cajucultura de Lagoa Nova. Os pesquisadores da Embrapa sugeriram ao vereador Antônio, que seja implantado no município uma Unidade de Observação de caju. Nessa Unidade serão plantados clones de cajueiro-anão desenvolvidos pela Embrapa, bem como a realização dos tratos culturais recomendados pela Embrapa. Enfim, os pesquisadores da Embrapa agradecem a boa recepção a todos que participaram da visita, e se coloca disponíveis para a cooperação entre a Câmara Municipal e a Embrapa.
FONTE: LAGOA NOVA
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